11 nov 2015

Na última década as empresas de comunicação se beneficiaram da bonança econômica vivida pelo país. O número de assessorias se multiplicou para atender a demanda dos novos negócios que surgiram e para ocupar um espaço que a comunicação digital criava. Neste campo, a banalização da informação trazida pelo universo da internet afetou profundamente a forma convencional de se transmitir informação, esvaziando redações e valorizando o papel das agências de comunicação.

A crise econômica traz um ingrediente novo aos negócios, onde a necessidade de redução do consumo, o aumento do desemprego e a escassez de dinheiro têm exigido das empresas reestruturação de seus quadros e na forma de gestão para superar as dificuldades, que ninguém sabe quando serão superadas.  E, neste contexto, buscar ferramentas para dar mais visibilidade aos negócios e vender mais pode ser um dos caminhos para a superação. A contratação de uma assessoria de imprensa é uma importante aliada, tanto no relacionamento com o consumidor como com o mercado.

No B2C, ajuda a dar visibilidade e divulgar os produtos, com uma taxa de serviço muito inferior ao cobrado por anúncios. No B2B, contribui para tornar a empresa formadora de opinião no segmento em que atua, subsidiando a construção de uma boa reputação. Além de uma plataforma de baixo custo para comunicação, a assessoria de imprensa tem o papel de ajudar a promover a conscientização da marca e gestão de reputação, não menos importante, no caso de uma crise.

E quando o segmento possui uma mácula denegridora, a assessoria entra com o papel de subsidiar a mídia de informação, oferecendo dados setoriais nem sempre disponíveis e de fácil compreensão.

Comunicação empresarial no setor energético

Comunicação Empresarial e Energia

Vejamos, por exemplo, o que se passa com o setor energético hoje no país. Um dos mais vitais para a economia, ele vem passando por uma imagem de vilão diante das elevadas tarifas que decorrem de uma gestão governamental catastrófica. Às assessorias cabe levantar a discussão sobre soluções propositivas, como as de ordem técnica e que passam por formas de gerir e incentivar investimentos em fontes alternativas, por exemplo. E, neste campo, de certa forma parece que as editorias têm tido um papel satisfatório.

Mas em época de jornalismo colaborativo, de compartilhamento de responsabilidades e aumento da militância, as assessorias têm o desafio de chamar o consumidor a participar da solução, explorando a exposição de ações sustentáveis e influenciando nas mudanças de comportamento e nas relações de consumo. Foi-se o tempo em que as empresas ditavam as regras. Hoje elas precisam estar atentas ao que o mercado pede, que este é segmentado, que cada nicho tem uma demanda específica e carece de uma linguagem própria.  Por isso, quanto mais especializada e conhecedora do segmento que atende, mais eficazes são os resultados da assessoria de imprensa. Logo, quem quer bons resultados de mídia no setor de energia, por exemplo, deve buscar agências que já atuam nesta área. Quem conhece o segmento consegue ir além de temas convencionais e colocar pautas propositivas e enfoques inovadores para a mídia, saindo na frente da concorrência.

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