07 nov 2016

Com o início do horário de verão, em 16 de outubro, o tema da economia de energia volta à tona. Seu propósito é usar o maior número de horas de iluminação natural no período do ano em que os dias são mais longos.

Mas as pessoas podem estimular esta economia com mudanças nos hábitos e a adoção de produtos que consomem menos energia. No quesito iluminação, muito se diz sobre a vantagem que a adoção do LED tem em relação às tecnologias tradicionais. Para que o consumidor consiga entender como esta economia funciona na prática, é necessário desfazer alguns conceitos equivocados. “O consumidor acostumou-se a comprar lâmpadas olhando somente o Watt e acha que ele é sinônimo do quanto ela ilumina. Isto não é verdade”, avalia o diretor comercial da Celena, Ricardo Cricci. A Potência (W) é quanto a lâmpada consome de energia, por isso quanto menor este número mais econômico é o LED. Já o fluxo luminoso (lumens) é que representa a capacidade de iluminação do LED.

Para saber o quanto uma tecnologia é mais econômica em relação à outra, o executivo ensina uma continha básica: “Multiplique a potência da lâmpada pelo tempo de utilização médio por dia, dado em horas. Pegue este número e multiplique por 30, que é a quantidade de dias do mês, aí multiplique pelo custo da energia em sua região e, por fim, pelo número de lâmpadas que tem em sua residência. Divida o total por mil e terá a média de gasto mensal de energia com iluminação”.

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Com base nesta fórmula é possível simular o quanto uma residência consome com energia, dependendo do tipo de tecnologia que utiliza para iluminar. Segundo Cricci, “se compararmos a incandescente, com a lâmpada eletrônica e o LED, veremos que a economia pode chegar a 83%”.

Estimando um tempo de uso de 5 horas por dia e o custo da energia a R$0,45 Kw/h, o consumo mensal da incandescente de 60W é de R$ 20,25 por mês. Neste mesmo período, a eletrônica de 15W gasta R$ 5,06 e o LED de 10W consome R$ 3,38.

Esta economia é potencializada se for levada em consideração a durabilidade do produto. “O LED tem uma vida útil estimada de 13,7 anos, em cujo período seria necessário efetuar 4,2 trocas de lâmpada eletrônica, uma vez que ela dura apenas 3 anos”, completa Cricci , o que por si só já compensa o investimento no LED – apesar de mais caro.